terça-feira, 18 de março de 2008

Sonhar!




O amor delirante, brilha, sufoca mesmo sem alarde,
É uma arte que não se descarta nem cedo, nem tarde.
Provocam dores, alegrias, tristezas, mas o afago arde,
No fibrilar sem queixumes, do coração indiferente á idade.


Amor é dar e receber beijos, carícias e emoções palpitantes,
Onde dois corpos se unem num só, partilhando sensações ofegantes,
É a destinação de seres que através do desejo se entregam arfante,
Num ritual deslumbrante, calcificante, surge á fecunda loucura de dois amantes.


Extasiado, tonto, trêmulo, procuro amparo seguro e reconfortante,
Olho nos teus olhos e vejo o mundo num transbordar de estrelas cintilantes.
O tempo passa, renasce o dia, esquecemos a noite fria com o amor recalcitrante,
Sento-me radiante, pois encontrei em ti, carícias, prazeres e gozos desconcertantes.


Quero amar-te sempre, com pudor, sem pudor, com desejos fascinantes,
Quero brotar a semente altaneira e benfazeja do colóquio resplandecente,
Que o fruto desta incomensurável troca de carícias seja saboroso e dulcificante
Que Deus no seu vasto olhar, faça brilhar esta grande angular, em êxtases dignificantes.




Autor Desconhecido.

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